ABERTURA Á VIDA

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Pergunta: “Padre, como podemos nos manter abertos à vida quando se torna cada vez mais difícil no Brasil manter uma família numerosa?”

Resposta: “Eduardo, você tem certeza que está cada vez mais difícil? Ou o nosso padrão de exigência está cada vez mais elevado? 
Arroz, feijão, café, leite, pão, farinha, macarrão. A cesta básica. Não é isso? (vocês precisam ver a cara do padre enquanto diz isso)
– ‘Ah, mas eu preciso de um plano de saúde e a escola, eu preciso de uma escola particular!’ Bom, então vamos resolver problemas estruturais da sociedade, não são problemas da sua família. Então nós cristãos que ficamos de braços cruzados, somente xingando os políticos corruptos… no fundo, no fundo, quem são os culpados? Somos nós que não nos organizamos pra fazer alguma coisa. Não é isso? Porque se desviam a verba necessária para a saúde e você tem que pagar um plano de saúde, se as nossas escolas estão tão mal… e não são só as escolas públicas que estão mal.

Quantas e quantas pessoas gastam o dinheiro que não têm pra pagar uma escola particular para os filhos, depois pagar a faculdade particular para os filhos e o que o filho aprende na escola particular é ideologia de gênero, o que ele aprende na faculdade é ser marxista e maconheiro. Quer dizer, valeu muito o investimento, né? Não foi bom? Que beleza, você passou a vida inteira em pecado. Ao invés de ter 6 filhos, você teve 1, porque você queria dar o ~melhor pro seu filho~. Daí você deu ~aquela escola~ e ele aprendeu o quê? Ideologia de gênero, relativismo cultural, valores morais todos pervertidos. Aí depois você fez um ~investimento ainda maior~ e colocou na faculdade. Aí ele aprendeu a ser marxista e ainda fuma maconha.
~Olha que beleza~, Você não fez um investimento bom? Ao invés de colocar seis filhos no céu, colocar um no inferno. Olha que bom, seu dinheiro foi bem empregado.”

Padre Paulo Ricardo