Um católico pode ser comunista?

Conceito de comunismo

O comunismo é um sistema político e uma doutrina social que defende o “Estado natural”, onde todos os indivíduos da sociedade possuem os mesmos direitos e deveres. Um dos pilares é a distribuição igualitária de renda, em que os profissionais, independente da formação, recebem o mesmo salário.

Para que haja o nivelamento entre os cidadãos, é necessário que tenha um órgão responsável pelo controle da população, para garantir tais naturezas. Assim sendo, o Estado torna-se o principal protagonista da sociedade. É a partir dele que as pessoas recebem alimento, moradia, transporte, saúde, educação, segurança e etc.

As pessoas são proibidas de possuírem propriedades privadas, posto que todos os bens devem ser compartilhados e coletivos.

Desta forma, as famílias tornam-se dependentes do governo para adquirir qualquer benefício, pois tudo pertence ao Estado.

Uma das principais características é a luta de classes, onde o proletariado seria motivado a promover o desaparecimento da classe burguesa. Assim, não haveriam camadas sociais com diferenças financeiras.

A tentativa de contrariar a meritocracia do sistema capitalista, é uniformizar a sociedade. No entanto, essa condição é o ponto chave de uma ditadura, que escraviza a população como se fossem marionetes.

Os cidadãos ficam igualmente pobres, em situação de miséria, enquanto os políticos engordam suas contas bancárias às custas do dinheiro alheio.

Diferença entre comunismo e socialismo

O socialismo é o processo no qual o sistema passa para a implementação do comunismo no país. Ou seja, haveriam a quebra das classes e a fortificação do Estado de forma gradual, para que enfim o comunismo alcance seu início.

O comunismo no Brasil

Em 1922, no Rio de Janeiro, surge o Partido Comunista do Brasil, que levaria o nascimento a outros partidos, como: PT (Partido dos Trabalhadores), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido da Causa Operária (PCO), Partido Popular Socialista (PPS), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

Para reconhecer um partido comunista (esquerdista), no cenário atual, veja alguns dos seus princípios:

  1. A favor da ideologia marxista.
  2. A favor da ideologia de gênero.
  3. A favor da ideologia gay.
  4. A favor da Estatização e do monopólio.
  5. A favor do sindicalismo.
  6. A favor da legalização do aborto.
  7. A favor da descriminalização das drogas.
  8. A favor do Estatuto do Desarmamento.
  9. A favor da distribuição igualitária de rendas.
  10. A favor de cotas.
  11. A favor da desmilitarização da polícia.
  12. Contra o liberalismo econômico.
  13. Contra a propriedade privada.
  14. Contra o programa Escola Sem Partido.
  15. Contra a Educação Domiciliar.
  16. Contra o ensino religioso.
  17. Contra a diminuição da maioridade penal.

O comunismo no mundo

Em determinado período histórico, certos blocos passaram a reivindicar pelo surgimento do comunismo. Através de revoluções, países como Rússia, Alemanha e Áustria conquistaram este feito.

Atualmente, as principais nações comunistas são Venezuela, Cuba, Vietnã e Coreia do Norte. Não é coincidência que nestas regiões existem as tremendas crises sociais por consequência da ditadura vermelha.

Em Cuba, os alimentos são racionados, o que leva às pessoas a comprarem comida no mercado negro, a eletricidade é limitada para poucas horas do dia. A internet é proibida em casa e disponível somente em ambientes externos, com preços altíssimos e por pouco tempo de uso. Além disso, a carne vermelha é estritamente proibida, a saúde é predominantemente precária e a educação doutrinada e controladora.

Não para por aí, os transportes públicos estão caindo aos pedaços, o que leva as pessoas à recorrerem ao “pau de arara”. As casas e os carros pertencem ao Estado, ou seja, podem ser tomadas a qualquer momento sem direito de reclamação. Sem contar que os salários não diferenciam de migalhas e esmolas, o que impede as famílias de conquistarem pequenos patrimônios.

Decreto do Santo Ofício contra o comunismo

A Santa Igreja Católica é imaculada, infalível e santa. Como uma boa mãe, ela luta pelo bem de seus filhos. Foi por isso que, em 1949, o Papa Pio XII publicou um decreto, em nome do Santo Ofício, contra o comunismo. Nele, impõe excomunhão automática àqueles que votam e manifestam a favor de partidos comunistas.

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Em 27 de julho de 1949, L’Osservatore Romano, o jornal oficioso da Santa Sé, publicou um extenso editorial comentando o Decreto contra o Comunismo:

Os motivos para que se aplique a excomunhão “latae sententiae” são a heresia, ocisma, a violência contra o Papa, a consagração de um bispo sem mandato do pontífice, a realização de um aborto, a profanação da Eucaristia, a absolvição de um “cúmplice” em caso de relações sexuais e a violação do segredo da confissão, diz o Código.

Os 10 últimos Papas e o comunismo

Apesar do Decreto ser suficientemente sólido para fuzilar o comunismo de pessoas “católicas”, existem àqueles que não se sentem satisfeitos, pois o Decreto foi constituído por um único pontífice – mesmo que seja ele autoridade máxima na Igreja.

Devido este fator, estão aqui mais declarações Papais a respeito do Comunismo, com enunciados dos últimos 10 papas.

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Papa Pio IX (1846-1878):

“Transtorno absoluto de toda a ordem humana” “[…] tampouco desconheceis, Veneráveis Irmãos, que os principais autores desta intriga tão abominável não se propõem outra coisa senão impelir os povos, agitados já por toda classe de ventos de perversidade, ao transtorno absoluto de toda a ordem humana das coisas, e entregá-los aos criminosos sistemas do novo socialismo e comunismo” (Pio IX, Encíclica Noscitis et Nobiscum, 8 de dezembro de 1849 – Colección Completa de Encíclicas Pontifícias”, Editorial Poblet, Buenos Aires, pág. 121).

Papa Leão XIII (1878-1903):

Os comunistas, os socialistas e os niilistas são uma “peste mortal que se introduz como a serpente por entre as articulações mais íntimas dos membros da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo” (Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris, 28 de dezembro de 1878 – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, pág. 03).

Papa São Pio X (1903-1914):

“O equívoco está desfeito; a ação social do Sillon não é mais católica. […] Porém, mais estranhas ainda, ao mesmo tempo inquietantes e acabrunhadoras, são a audácia e a ligeireza de espírito de homens que se dizem católicos, e que sonham refundir a sociedade […] e estabelecer sobre a terra, por cima da Igreja Católica, ‘o reino da justiça e do amor’, com operários vindos de toda parte, de todas as religiões ou sem religião, com ou sem crenças, […] Que é que sairá desta colaboração? Uma construção puramente verbal e quimérica, em que se

verão coruscar promiscuamente, e numa confusão sedutora, as palavras liberdade, justiça, fraternidade e amor, igualdade e exaltação humana, e tudo baseado numa dignidade humana mal compreendida. Será uma agitação tumultuosa, estéril para o fim proposto, e que aproveitará aos agitadores de massas, menos utopistas. Sim, na realidade, pode-se dizer que o Sillon escolta o socialismo, o olhar fixo numa quimera” (São Pio X, Carta Apostólica Notre Charge Apostolique (Nosso encargo apostólico), aos Bispos da França, Sobre os erros do Sillon, 25 de Agosto de 1910, n. 34. – Apud Plinio Corrêa de Oliveira, Em Defesa Da Ação Católica, 2a edição – março de 1983, Artpress Papéis e Artes Gráficas Ltda, São Paulo).

Papa Bento XV (1914-1922):

“Não é nossa intenção aqui repetir os argumentos que demonstram claramente os erros do socialismo e de doutrinas semelhantes. Nosso predecessor, Leão XIII, muito sabiamente já o fez em encíclicas verdadeiramente memoráveis; e Vós, Veneráveis Irmãos, tomareis o maior cuidado para que esses graves preceitos não sejam jamais esquecidos, mas sempre que as circunstâncias o exigirem, eles deverão ser expostos com clareza e inculcados nas associações católicas e congressos, em sermões e na imprensa católica” (Bento XV, Encíclica Ad Beatissimi Apostolorum, 1° de novembro de 1914, n. 13).

Papa Pio XI (1922-1939):

Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno”, 15 de maio de 1931 – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, págs. 44).

Papa Pio XII (1939-1958):

Não se pode cair no erro de “retirar … o gerenciamento dos meios de produção da responsabilidade pessoal dos proprietários privados [indivíduos ou companhias] para transferi-lo à responsabilidade coletiva de grupos anônimos, [uma situação] que se acomodaria muito bem com a mentalidade socialista” (Pio XII, Discurso aos Congressos de Estudos Sociais e à União Social Cristã, 5 de junho de 1950.).

Papa João XXIII (1958-1963):

A razão está em que o socialismo funda-se em uma doutrina a respeito da sociedade humana que é ligada ao tempo e não toma em conta nenhum outro objetivo que o bem-estar material. Desde que ele propõe uma forma de organização social que tem em vista unicamente a produção, ele coloca uma muito severa restrição á liberdade humana, ao mesmo tempo que viola a verdadeira noção de autoridade social”. (João XXIII, Encíclica Mater et Magistra, 15 de maio de 1961, n. 34).

Papa Paulo VI (1963-1978):

“Muito frequentemente os cristãos, atraídos pelo socialismo, tendem a idealizá-lo em termos que, além de tudo o mais, são muito genéricos: um desejo de justiça, solidariedade e igualdade. Eles se recusam a reconhecer as limitações do movimento socialista histórico, que continua condicionado pelas ideologias das quais se originaram. ” (Paulo VI, Carta Apostólica Octogesima Adveniens, 14 de maio de, 1971, n. 31).

Papa João Paulo II (1978-2005):

“Nesta luta contra um tal sistema (o Papa está falando do capitalismo selvagem) não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação” (no. 35) “A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa” (no. 35) (Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)

Papa Bento XVI (2005- 2013):

“Lembremos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos encontram-se no centro da concepção marxista. Esta contém de fato erros que ameaçam diretamente as verdades de fé sobre o destino eterno das pessoas.” (Libertatis Nuntius; Instruções sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação. Congregação para a Doutrina da Fé. 6 de agosto de 1984. Cap. VII no 10; Cardeal Joseph Ratzinger e Arc. Alberto Bovone).

Papa Francisco

Apesar da Igreja sempre se posicionar contra o comunismo, existem “fiéis” que não compreendem e não aceitam tais declarações. Com isso, reivindicam o posicionamento do nosso pontífice atual.

Muitos acreditam equivocadamente que o Papa Francisco age com neutralidade e tolerância frente ao sistema comunista, porém, o Santo Padre já declarou que a ideologia é uma heresia.

Em uma entrevista para o jornalista Chris Matthews da MSNBC, o Papa afirmou que o comunismo é culpado por levar muitos países a beira do colapso.

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Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas. (2013)

Nossa Senhora sobre o comunismo

Em diversas aparições, Nossa Senhora mandou mensagens direta e indiretamente a respeito dos males do comunismo.

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O enorme dragão vermelho é o comunismo ateu que difundiu em toda a parte o erro da negação e a obstinada recusa de Deus… é o ateísmo marxista, que se apresenta com dez chifres, isto é, com a potência de seus meios de comunicação, para conduzir a humanidade a desobedecer aos dez mandamentos de Deus, e com sete cabeças, tendo sobre cada uma delas um diadema, sinal de poder e realeza. As cabeças coroadas indicam as nações nos quais o comunismo ateu se estabeleceu e domina com a força do seu poder ideológico, político e militar. (14/05/89 – Nossa Senhora à Padre Gobbi)

São Padre Pio

“Os comunistas ameaçam arruinar a sociedade e a pátria. Seus princípios são insustentáveis e inadmissíveis, seja no que se refere à ordem temporal, porque vão contra o direito de propriedade, de onde se segue uma infinidade de males; seja no que se refere à ordem moral, porque vão contra todo princípio de uma sã moralidade, assim como contra a autoridade legítima”. (Lavori Scolastici, Edizione Padre Pio da Petralcina, Convento Santa Maria delle Grazie, San Giovanni Retondo, Foggia, 1993, p. 380).

Santa Faustina

“16.12.[1936]. Ofereci este dia pela Rússia; ofereci todos os meus sofrimentos e as minhas orações por esse pobre país. Depois da Comunhão Jesus me disse: ‘Não posso suportar por mais tempo esse país; não Me tolhas as mãos, minha filha’. Compreendi que, se não fossem as orações das almas agradáveis a Deus, toda essa nação teria sido reduzida a nada. Oh! como sofro por causa dessa nação que expulsou a Deus das suas fronteiras.” (Santa M. Faustina Kowalska, Diário – A Misericórdia Divina em minha alma, 2008, p. 235, § 818).

Objetivos comunistas

Uma seleção dos objetivos do comunismo listados por Skousen servem para ilustrar a sua disseminação por todas as nações, especialmente no Ocidente:

  1. Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, qualificando-as como “censura” e como uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.
  2. Romper os padrões culturais de moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV.
  3. Apresentar a homossexualidade, a degeneração e a promiscuidade como sendo “normal, natural, saudável”.
  4. Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”.
  5. Desacreditar a Bíblia e enfatizar a necessidade de uma maturidade intelectual que dispense “muleta religiosa”.
  6. Eliminar a oração ou qualquer tipo de expressão religiosa nas escolas, com o fundamento de que ela viola o princípio da “separação entre Igreja e Estado”.
  7. Desacreditar a família enquanto instituição. Incentivar a promiscuidade, a masturbação e o divórcio fácil.
  8. Enfatizar a necessidade de afastar as crianças da influência negativa dos pais.
  9. Atribuir “preconceitos, bloqueios mentais e retardamento das crianças à influência supressiva dos pais”.

Aline Menezes

Jornalista e Catequista