Qual seria o sentido do Natal?

Qual seria o sentido do Natal? Primeiro ponto não é uma mera repetição de uma data ou acontecimento. Para a Igreja e sua liturgia, é um momento de relembrar, fazer memória e atualização do maior acontecimento da História.

O mistério da Encarnação é o mistério do amor de Deus por nós que se manifesta pela vinda de Jesus se fazendo humano como nós. Só não participando da nossa realidade pelo pecado, Nele não existiu pecado.

Deus percebeu que seu plano de salvação mesmo com o envio dos profetas não estava indo bem. Os homens se perdiam pelo caminho e não encontravam o sentido para suas vidas, não colocavam Deus no centro de suas vidas e viviam afastados de Deus.

Deus assim envia a nós “a luz que vem do alto para nos visitar” (Cf. Lc 1, 78-79), seu Filho Jesus Cristo, para ser modelo de nossas vidas e salvador do gênero humano. Deus quis que participamos de sua vida divina. Não mediu assim esforços para realizar seu plano de amor e de salvação. Cristo veio como homem, nasceu na pobre Belém, na singeleza e simplicidade de uma criança, não nasceu em um palácio e nem como rei. “Sendo de condição Divina, não prevaleceu de sua igualdade com Deus” (Cf. Fl 2, 6), era Deus, mas se fez homem, é rei, mas se fez pobre e pequeno “ mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.” (Cf. Fl 2, 7). Para nós o fato de Deus se tornar homem inspira as vezes o absurdo, a loucura e o não entendimento se não enxergamos o fato na ótica do Amor. Deus é amor ( Cf. I Jo 4, 8) nos diz São João, e devido a esse Amor que Ele desce do céu onde habitava para estar junto ao homem, Deus se faz homem “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”(Cf. Jo 1, 14). Só compreendemos o fato da Encarnação de Deus pelo amor, por esse ato supremo do Amor de se tornar um de nós e mais ainda depois no curso de sua vida terrestre morre numa cruz por amor a nós.

Aos olhos do mundo o ato de Deus que fez carne não tem valor algum, pois o mesmo parece inebriado as coisas do mundo como os presentes, as luzes, os enfeites, as comidas, as bebidas, os prazeres e não voltado a Deus. Para o mundo, o Amor não é amado, Eles, mundanos, nem sabem o que é o Amor, mas, nós sabemos porque Ele nos amou primeiro (cf. Jo 4,19). O Amor de Deus é um amor incompreensível ao mundo que vive nos seus prazeres e na sua vida tão egocêntrica que não consegue perceber o Amor que nasce na singeleza e humildade de uma criança “porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado” ( Cf. Is 9,5).

Assim o verdadeiro sentido do Natal está no fato do nascimento do Filho de Deus e não nas diversas luzes que o mundo coloca a sua frente para ofuscar o grande Amor de Deus por nós.

Uma passagem sempre nos toca o coração e a liturgia nos traz a mesma na missa da noite de Natal, eis a passagem: “O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo; hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.”” ( Cf.Lc 2, 10-11). Eu também digo a vocês lhes trago essa Boa Notícia de novo, agora Jesus não nasce mais em Belém, mas em nosso coração e em nossa vida, Ele é de Fato o Cristo Senhor, o Salvador. Abramos nossas mentes e coração e acolhamos o Verbo de Deus, feito homem, que não deixou de ser Deus, mas só nos amou e amou, e amou até o fim, e ainda nos ama, e ama e ama eternamente. Façamos nosso encontro com o Senhor no Natal.

O verdadeiro sentido do Natal é deixar Cristo nascer no meu coração e em nossas vidas.

Desejo a todos os leitores e membros do Apostolado Doutrina Católica um Feliz e Santo Natal cheio das graças de Deus.

Grande Abraço,

Júnior Monteiro.

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