Como alcançar a fé?

“A Fé é meu escudo”, diz Santa Rosa de Lima. Mas o que é a fé? Bem, certamente você acredita que se trata de sentir a presença de Deus, com emoção, que reflete em choros, risadas ou arrepios.

No entanto, a fé não é sentimentalismo. As emoções são sensações que vem e vão, ou seja, são varridas com o vento. Pois bem, a fé não é líquida, mas sólida, é construída na rocha e não desmorona tão facilmente.

“O amor não é sentir grandes coisas, mas é despojar-se de tudo e sofrer pelo amado” (São João da Cruz)

Fé não é acreditar naquilo que você vê ou naquilo que você sente, mas é acreditar naquilo que você ouve de Deus.

Vejamos o exemplo da Santa Eucaristia. Na comunhão você vê pão, a sua boca degusta pão, mas você sabe que na verdade não se trata disso, porque você acredita no que ouve: “Este é o meu Corpo”.

A fé não precisa de provas visíveis ou comprovações científicas. Você simplesmente acredita em Cristo que fala por meio da doutrina católica.

“Fé é acreditar naquilo que você não vê” (Santo Agostinho)

Vamos fazer uma comparação. Uma criança muitas vezes não entende as ordens de seus pais. Mas, se ela for obediente, simplesmente vai ouvir, não vai questionar, porque sabe que seus pais querem o melhor para ela.

Assim devemos ser. Não podemos exigir explicações de Deus ou contestar os dogmas da Igreja. Devemos apenas seguir.

“Espero tudo do bom Deus, como uma criancinha espera tudo do seu pai” (Santa Teresinha de Lisieux)

É preciso lutar

E como sabemos se temos fé? É quando, apesar das tribulações e dores, o coração mantém a esperança. É crer na palavra de Deus e obedecer a Santa Igreja, mesmo sem entender.

A fé é um dom de Deus. Ela age na inteligência e na vontade. Ou seja, a fé transforma a mentalidade e reflete nas atitudes. A fé é compromisso.

E quando não temos, como conquistar? O maior interessado na nossa salvação é o próprio Cristo, portanto, se desejamos ser santos, o primeiro passo é pedir a graça.

“Eu creio Senhor, mas ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9,24)

A segunda etapa é evitar as ocasiões de pecado. Nas quais surgem por meio das tentações do demônio, do mundo ou da carne.

O demônio age por meio da imaginação. Então quando vier sugestões diabólicas em sua mente, faça o Sinal da Cruz e se distraia, ignore, não converse com o pecado!

Por outro lado, tem o mundo, que são os locais, filmes e músicas depravadas. Como também, fotos e roupas imodestas, conversas impróprias ou companhias indecentes.

Você está enganado se acha que isso não irá te prejudicar. Para defender a pureza, São Francisco de Assis rolou na neve, São Bento se jogou em um arbusto de espinhos e São Bernardo trancou-se em um depósito gelado.

Isso porque a fé não nasce no coração impuro. Então fuja dessas situações, e reze pela conversão dos pecadores.

“Na guerra pela pureza só vencem os covardes, ou seja, aqueles que fogem” (São Felipe Neri)

Por fim, tem a carne, que somos nós mesmos. Assim sendo, são as nossas más inclinações: inveja, luxúria, soberba, preguiça e etc. estes vícios são combatidos com as virtudes. Lute para exercitar a castidade, a piedade e a humildade.

Oremos para que Cristo, por intermédio da Santíssima Virgem Imaculada, derrame sua luz sobre nossas almas. Que as garras do inferno não prevaleçam sobre nós, mas sim a força do Espírito Santo. Assim seja, amém!

Aline Menezes

Catequista e Jornalista

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